Autora: Emma Rosenblum | Editora: Astral Cultural | Número de Páginas: 288 | Ano: 2026
Tradutora: Marcia Blasques | Classificação: 16+
Nota: 3
Salcombe é uma pequena e exclusiva ilha de pessoas ricas. Quando chega a época de férias, as mesmas pessoas voltam para lá e vivem suas vidas em seu mundinho particular, mas todo mundo sabe que existem pessoas que escondem segredos terríveis.
O livro começa com a descoberta de um corpo na ilha, o leitor não sabe quem morreu, nem mesmo se é um homem ou uma mulher. Mas, a questão é: foi um acidente ou alguém foi assassinado na ilha? E se foi um assassinato, quem poderá ter feito isso e por quê?
Essa é uma história dividida em cinco partes e com múltiplos narradores, em um momento você está vendo uma esposa com problemas com o marido, e em outro, o novo professor de tênis ambicioso que está pensando em roubar dos alunos. Esse é um livro que vai construindo de forma lenta uma história interessante e cheia de reviravoltas.
Poucos livros hoje em dia me fazem descobrir as coisas no momento certo, geralmente eu descubro boa parte da trama ou tudo antes do esperado, mas nesse caso eu apenas descobri quem é o assassino (e puramente porque eu peguei birra do personagem).
Esse é um livro sobre pessoas ricas, fúteis, mentirosas e traidoras, nenhum deles é completamente uma boa pessoa, então é difícil descobrir quem se beneficiaria mais com uma morte, pois todos escondem segredos.
Eu gostei muito da premissa, mas em alguns momentos achei bem monótono e enrolado devido à quantidade de narradores. E quando descobrimos algo, muda o ponto de vista e parece que você volta à estaca zero. Isso foi o que mais me atrapalhou, mas ainda assim é uma leitura bem intrigante e envolvente.
A escrita da autora é bem gostosa, se não fosse a quantidade de personagens eu teria aproveitado muito mais.
Confesso que o final me pegou desprevenida e fiquei em choque, então, para quem gosta das pontas bem amarradas e uma história um pouco mais lenta, deveria dar uma olhada nesse livro.
Sinopse: Em Salcombe, uma pequena e exclusiva ilha, a temporada de verão é sinônimo de alto luxo. Todos os anos, as mesmas pessoas retornam àquelas praias paradisíacas, onde todos se conhecem e os segredos são o passatempo favorito entre os frequentadores do lugar.
Naquele ano, o verão começava tão tranquilo quanto qualquer outro: dias e mais dias de sol na areia, jogos de tênis, drinques no iate clube e fofocas correndo soltas. Em festas intermináveis e regadas a muito champanhe, todos flertam sem pudor algum, confortáveis com suas mentiras e indiscrições. Mas, quando um corpo é encontrado, a tranquilidade da ilha é brutalmente interrompida e abala as frágeis teias sociais, expondo a inveja, a infidelidade e as ambições ocultas que fervilham sob a fachada irretocável da elite de Salcombe.
Elegante, subversivo e sombriamente cômico, Corpos na areia é uma estreia envolvente sobre o que há por trás de vidas aparentemente perfeitas, onde todos têm algo obscuro a esconder."

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